O peso de uma escolha

Vou contar-lhes uma estória que meu professor de Filosofia narrou a minha sala quando eu estava na sexta série (a 9 anos atrás). É de uma grandeza tão superior que dá até arrepios.

Em uma cidade do interior morava um fazendeiro muito rico. Esse homem possuía um filho que não tinha interesse em seguir os passos do pai: não trabalhava e não se esforçava, apenas curtia a vida ao seu modo e com o dinheiro do pai.

Seu pai, muito sábio, avisava: “um dia, o dinheiro vai acabar junto com sua força de viver, e aí, o que vai sobrar?” Mas seu filho não lhe dava ouvidos.

Com uma idade avançada, o fazendeiro sabia que não teria muito tempo pela frente, e preparou algo em um galpão antigo de sua propriedade. Chamou seu filho e lhe disse:

Morrer é leve como uma pluma, viver é pesado como uma montanha.

– Filho, eis a forca que preparei para você. Sei que um dia você não terá mais um tostão e não terá mais coragem de seguir adiante. Eu eu também sei que você vai querer acabar com sua vida. Por isso eis a forma.

O filho mais uma vez não se importou com as palavras do pai.

O fazendeiro morreu e sua herança foi recebida pelo filho, que esbanjava comprando o que via pela frente, uma vida apenas material.

Com o passar dos anos o filho acabou perdendo tudo o que tinha, o dinheiro acabou.

Vendo a ruina bater a sua porta, lembrou-se do que seu pai lhe disse, e foi até o velho galpão.

Observou a forca e chorou, pois não pensava em outra alternativa. Subiu numa banqueta, enrolou a corda no pescoço, e pulou.

“Não morri”, pensou. Olhou ao seu redor e viu que a madeira que suportava a forca estava oca, e que quando a quebrou com seu peso, uma carta e um envelope com dinheiro cairam no chão.

“Eis a sua segunda chance, meu filho” – dizia a carta. “Não erre pela segunda vez”.

Seu pai lhe deu uma nova chance. Pense, acredite. Você sempre terá uma segunda chance para viver de verdade. Não a perca.

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