A vontade supera o medo

No dia mais claro, Na noite mais densa, O mal sucumbirá ante a minha presença Quem venera o mal há de penar Quando o poder do "Lanterna Verde" enfrentar! ~ Juramento dos Lanternas Verdes

Ontem fui ao cinema e assisti ao filme “Lanterna Verde” (“Green Lantern”) e gostei muito de relembrar os tempos de infância. Sempre admirei super-heróis e seus super poderes. Homem Aranha, Super Homem, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Batman, enfim, a Liga da Justiça.

Seus criadores contribuem com o desenvolvimento da imaginação de adultos e crianças que, maravilhados, gostariam de ser iguais aos mocinhos, outros iguais aos vilões. Aí está o livre arbítrio, ou o equilíbrio.

Bom, o que mais me chamou atenção no Lanterna Verde foi o significado inicial do verde – desconhecido até então por mim: poder da vontade. No filme, a vontade supera o medo.

O medo podia até ser um obstáculo, mas mesmo assim pode ser facilmente superado através da vontade, afinal, o medo é uma característica humana (ou de qualquer outro ser vivo).

Na estória, um dos lanternas é encontrado pelo ser que carrega a luz do medo. Ele é ferido e vai para o planeta mais próximo buscar seu sucessor. O lanterna vai a Terra e pede à luz verde que escolha bem seu novo dono – um humano.

Sua humanidade é questionada diversas vezes durante os combates, pois ele é frágil e cheio de sentimentos. Mas isso não o impede de vencer o medo e salvar seu planeta. Com algumas palavras do filme: “sua humanidade que até então era seu ponto fraco mas demonstrou-se ser seu ponto mais forte, sendo um dos lanternas que ficará marcado na história”. Algo do tipo.

Pense o quanto essas estórias podem nos auxiliar a tirar respostas a muitas das nossas dúvidas “humanas”.

Quem gostar do Lanterna, vale a pena assistir.

“Quem venera o mal há de penar!”

Respeito

Palavra difícil de ser entendida. Todos, invariavelmente rogam-se no direito de exigir. Ninguém acha-se no dever de prestar. Respeito não se compra, nem se exige, nem ao menos é fruto de compensação, onde pessoas acreditam que é necessário respeitar apenas se for respeitada. Tudo baseado na suposição, troca, condição. Que tipo de respeito é esse, condicionado à atitudes externas? O respeito nasce através da consciência que o próprio homem adquire em sua evolução. O respeito advém do reconhecimento do valor da vida, daquilo que nos cerca, da própria criação. O respeito é um dever, mas não do homem com o seu semelhante, mas do homem consigo mesmo, mostrando o evoluir do espírito que descobre a importância e o significado de tudo o que existe neste Planeta. Respeitar é ter o seu próprio espaço reconhecido por todos, construído com atitudes que revelem o amadurecimento interno do indivíduo, mas é também aceitar o espaço alheio, observando e compreendendo as diferenças. Nesse caminhar, interage com o que o rodeia e adquire a consciência da importância da multiplicidade de formas e caminhos, e nesse sentido reconhece a importância do Uno perante o Todo, e que o Todo é formado de diversos Unos. Eis o mais basilar princípio do Respeito. Repito que o respeito não se deve jamais ser exigido, pois o respeito é também a própria evolução do homem. Fora disso existirá apenas o temor e, como tal, poderá ser rebelado e causar discórdias. E o que não seria o temor, senão a falta de reconhecimento de cada um frente as diferenças que regem a Vida? Igualmente a pessoa que se respeita não exige o respeito, pois sabe que o respeito é fruto natural da consciência que adquiriu. Não se ofende com facilidade e distancia-se daqueles que ainda não tomaram consciência do que seria o respeito. Com seu modo de agir mostra o quão evoluído está e este passa a ser uma estrela que brilha sobre a demais e servirá de guia para aqueles que procuram entender o significado do respeito. Ofender-se facilmente é mostrar o quão pequeno é o espírito, que deixa-se levar por qualquer desfeita e não reconhece o seu espaço, ou ainda não descobriu o caminho para aumentar o seu valor. Respeito? Pois bem, respeito é um dever nosso pelo todo. Respeito é a consciência da importância do Uno e do Todo e a nossa participação dentro desse sistema. Respeito é saber reconhecer as nossas diferenças e sentir o efetivo valor de toda a criação.

O melhor

Estamos obcecados com “o melhor”.
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do “melhor”.
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”.
Isso até que outro “melhor” apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno
desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros…) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o
melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o “melhor chef”?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo “melhor cabeleireiro”?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o “bom que já temos”.
A casa que é pequena, mas nos acolhe;
O  emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria;
A TV que está velha, mas nunca deu defeito;
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens “perfeitos”;
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo;
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem;
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

* Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
* Ou será que isso já é o melhor, e,  na busca do “melhor”,  a gente nem percebeu?

Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação, em Londres. Apesar disso, optou por viver uma vidinha mais simples, em Belo Horizonte…

Agradecimentos a Wilian Altelino

Cabe somente à mim ser tudo que estou destinada a ser. Carregar toda as dúvidas e experiências como bagagem. Eliminar o que não serve mais, acrescentar o que me é útil. Me reconhecer como único modelo moldado com minha forma. Sem imitações, cópias ou qualquer outro tipo de pirataria. Cabe à mim assumir a responsabilidade de ser o que sou. Fazer escolhas e tomar minhas próprias decisões. Fazer valer à pena cada segundo de uma respiração que não tenho controle de quando pode parar. Passei a dar mais valor ao que sou quando me reconheci diante do que me é mais importante. E isso, meu bem, não tem preço.

Por Jéssica Barreto

Cabe somente à mim

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade. Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

Martha Medeiros

Como se mede uma pessoa?

Amor contínuo

 Ame seus pais e seus irmãos. Eles são a base de sua vida,
seu chão e quem com certeza vai sempre te ajudar.

Ame suas tias e tios, porque foram eles que por muitas vezes
zelaram seu sono, quando você era apenas uma criança.
Eu sei, você não se lembra!
Mas você só vai entender o amor dos tios,
depois que seu primeiro sobrinho nascer.
Então, não perca tempo.
Ame seus primos e amigos por mais que eles
sejam completamente diferentes de ti.
Aceite-os.
Aceite-se.
Todo mundo tem defeitos.

E por falar neles – nos defeitos – ame sua barriga,
suas celulites e as tais estrias.
Elas indicam que sua vida está repleta de prazeres gastronômicos.
Ame também seus quilos a mais, porque se eles não existissem
você jamais poderia comemorar a vitória de um dia perdê-los.
Ame seu cabelo do jeitinho que ele é.

E o seu armário… Mude.
Completamente.
Doe.
Experimente coisas novas, outras cores.
Calças largas e calcinhas/cuecas de algodão.
E não troque seu velho pijama por nada nesse mundo.
Ele é o seu companheiro de sonhos.
E é com aquele tênis feio e fora de moda, com o formato
exato dos seus pés, que eu acho que você deve sair
para caminhar todas as manhãs.
Pra amar as coisas que estão do lado de fora.

Tarefa difícil. Respire…

No fundo, procure outra pessoa para amar um tanto,
que dê até vontade de se casar com ela.
Namore.
E não se preocupe com o tempo que a paixão vai durar.
Se gostem.
Se assumam.
Se curtam.
Se abracem.
Beijos.
Viagens.
E saiam para dançar sempre!
Tomem café da manhã juntos.
Fiquem o domingo inteiro na cama,
enquanto o mundo despenca numa chuva fria e fina.

E quando você achar que já amou demais nessa vida, tenha filhos.
Se não conseguir, adote.
Dizem que não há amor maior.
E eles vão crescer, amando você e muitas outras coisas e pessoas.

Com sorte, você terá netos.
E dos seus netos, receberá mais tarde com muito orgulho, o amor dos bisnetos.

Pois, o nosso amor é contínuo…
É para sempre.
É INFINITO!

Porque amar vale à pena!

O destino decide quem vamos encontrar na vida.
As atitudes decidem quem fica!

Robert Frost